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FRANCISCO SOUTO NETO no ano de 1983, através de velhos recortes de antigos jornais (e de algumas fotografias).

31 de janeiro de 2012

Francisco Souto Neto – VELHOS JORNAIS, ANTIGOS RECORTES (Décadas de 40 a 90 do Século XX)

FRANCISCO SOUTO NETO no ano de 1983, através de velhos recortes de antigos jornais (e de algumas fotografias)

O ANO DE 1983

 

Em janeiro de 1983, Wilson Barbosa Martins tornou-se o primeiro governador eleito pelo voto popular para o novo Estado de Mato Grosso do Sul. Wilson casou-se com sua prima Nelly Barbosa Martins, filha do ex-governador de Mato Grosso (e senador da República) Vespasiano Barbosa Martins. Ao nascerem, Wilson e Nelly já tinham o mesmo sobrenome. Minha mãe, Edith Barbosa Souto, era prima de ambos os cônjuges: de Nelly, porque Vespasiano Barbosa Martins era irmão de sua avó (isto é, avó de Edith Barbosa Souto) que se chamava Thereza Barbosa Martins (pelo casamento, Thereza Barbosa Macedo); e era, Edith, sobrinha de Adelaide Barbosa Martins, mãe do então governador eleito, também seu primo. Quando Wilson Barbosa Martins tomou posse, em janeiro do ano seguinte (1983), eu e minha mãe fomos a Campo Grande para assistir às cerimônias.

No momento em que escrevo estes parágrafos, Wilson continua vivo, saudável e lúcido. Nonagenário, compareceu há algumas semanas ao relançamento de um livro, em Campo Grande, sobre a família Barbosa.

Curitiba, 30 de janeiro de 2012.

Francisco Souto Neto.

Abaixo, cópias xerox (já desbotadas pela passagem do tempo) da primeira página dos principais jornais de Campo Grande, anunciando a posse de Wilson Barbosa Martins como governador de Mato Grosso do Sul:

Correio do Estado, Campo Grande,

Diário da Serra, Campo Grande,

Jornal da Manhã, Campo Grande:

Correio do Estado de 16.3.1983.

Diário da Serra, 16.3.1983.

Jornal da Manhã, 16.3.1983.

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Em Curitiba, a cronista social Margarita Sansone divulgava em sua coluna ZOOM, na Gazeta do Povo:

Gazeta do Povo, Curitiba, 28.3.1983.

ZOOM – Margarita Santone

Francisco Souto Neto, da diretoria de crédito rural e industrial do Banestado, vogou em Mato Grosso do Sul em companhia de sua mãe, a convite do governador eleito Wilson Barbosa Martins, para as solenidades de posse. Ele é primo-irmão de Dª Edith Barbosa Souto. O novo governador já foi prefeito de Campo Grande e deputado federal. É genro e sobrinho do falecido governador e ex-senador Vespasiano Barbosa Martins, tio de Francisco, que revelou ser Dª Nelly, a primeira-dama, artista plástica e admiradora da cidade de Curitiba, onde já expôs suas obras em coletiva, e de seu ex-prefeito Jaime Lerner, responsável pelo novo projeto urbanístico de Campo Grande, orgulho dos que vivem naquela cidade.

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O jornal TODOS NÓS, órgão oficial do Banestado, publicou em sua edição de julho de 1983 a reportagem “Arary Souto, uma rua com alma”, a respeito da Rua Arary Souto em Curitiba:

Todos Nós, Curitiba, julho de 1983.

Arary Souto, uma rua com alma

Quando mencionados à guisa de endereço ou de ponto de referência, os nomes das ruas podem soar com metálica frieza, de sorte que as ruas Souza, Pereira, Fontes, e tantas outras, se nos apresentam com um quê de desconcertante impessoalidade. Mas se nós, motivados pela curiosidade ou pelo espírito de pesquisa, investigarmos dados históricos ou documentações jornalísticas chegaremos a novas e surpreendentes conclusões. E então a rua pesquisada surgirá para nós com um sentido absolutamente novo, pululará de viva expressão e, literalmente, ganhará uma alma.

Há uma rua em Curitiba, na confluência dos bairros Santa Cândida, Tingui, Bacacheri e Boa Vista, que é atravessada diariamente por toda a nossa grande comunidade que trabalha no Centro Administrativo Banestado. Trata-se da rua Arary Souto, que se inicia na Avenida Paraná em exata oposição à Rua Fernando de Noronha (ao lado da Auto Paraná Veículos Fiat [onde agora se localiza uma Rua da Cidadania] ) e que, atravessando a “via rápida”, toma a direção do Bacacheri. Tudo o que sabíamos é que aquela rua homenageia a memória do pai deFrancisco Souto Neto, que é o Assessor de Diretor de Crédito Rural e Industrial do Banestado. Procuramos então saber, com nosso colega Souto, quais as razões pelas quais teria sido o nome do seu pai perpetuado na capital paranaense (a exemplo de idêntica homenagem que lhe prestaram outras comunidades), considerando, sobretudo, que o Sr. Arary Souto nunca residiu em Curitiba. E assim tivemos acesso a diversas publicações sobre o falecido jornalista, que nos revelaram a singularidade e a grandeza de uma pessoa que dedicou sua vida às causas dos menos favorecidos pela sorte, e que deixou profundos marcos nos meios culturais de diversos de nossos estados federativos, particularmente Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, e de alguns países.

O HOMENAGEADO

O jornalista Arary Souto nasceu em Jacareí, SãoPaulo, a 18 de abril de 1908, filho de Dª Nina de Barros Souto (ainda viva, residente em São Paulo), e do engenheiro Francisco Souto Júnior (que foi sócio de Monteiro Lobato na prospecção de petróleo em São Pedro, Estado de São Paulo, empreendimento este que o levou à falência na década de 30). Pelo lado materno, Arary Souto era bisneto do general Lima e Silva [irmão do Duque de Caxias], e pelo lado paterno bisneto do banqueiro português António José Alves Souto, visconde de Souto por Portugal, e dignitário da Ordem da Rosa pelo Brasil.

Concluiu o curso de contabilidade na capital paulista em 1927 e o de jornalismo em 1931. Transferiu-se para Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde contraiu matrimônio com Dª Edith Barbosa Souto. O casal teve três filhos, todos nascidos no Estado de São Paulo. Logo após o casamento, o jornalista retornou a São Paulo, a convite do seu primo, o governador Armando de Salles Oliveira, para assumir alguns projetos em Santos e litoral paulista. Mais tarde transferiu-se para Presidente Venceslau, São Paulo, onde assumiu a tesouraria da Prefeitura e por volta de 1945 foi prefeito do município, cargo este que [por nomeação] lhe foi imposto pela guerra.

Em 1948, em Ponta Grossa, iniciou efetivamente sua atividade jornalística. Exerceu, a princípio, o cargo de redator-chefe do matutino Jornal do Paraná [hoje Jornal da Manhã], passando a ser seu diretor aproximadamente em 1949. Neste período, Arary Souto não apenas dirigia o jornal, como redigia artigos diários em prol dos interesses do Estado do Paraná. Tais artigos eram transcritos por jornais de Curitiba, do interior paranaense, de São Paulo e Mato Grosso. Passou os anos de 1953 e 1954 com a família em Campo Grande, então a convite do prefeito Wilson Barbosa Martins (atualmente governador de Mato Grosso do Sul, que é primo de sua esposa Dª Edith), e do ex-governador e senador Vespasiano Barbosa Martins, para ali fundar o jornal diário “Correio do Estado”. Em fins de 1955, de volta a Ponta Grossa, veio a fundar a Rádio Central do Paraná, ocasião anterior ao advento da televisão no Paraná, quando o rádio era ainda o principal meio de comunicação de massas, empresa que dirigiu até ao seu falecimento em 1963.

Arary Souto era ligado ao mundo intelectual de Curitiba, através do acadêmico (da Academia Paranaense de Letras) Dr. Faris Antônio Salomão Michaele, e do barão Elias Domit. Fundaram “O Tapejara”, jornal literário cujos exemplares eram distribuídos a centros culturais e às Universidades brasileiras e do Exterior. Reunia-se frequentemente com Michaelle e Domit para debates sobre a cultura paranaense e sua promoção, debates estes muitas vezes realizados no Palácio Iguaçu. Pertenceu à Diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa, à Diretoria do Centro Cultural Euclides da Cunha. Na qualidade de presidente do Rotary Clube, cargo que ocupava ao falecer, interessava-lhe a solução dos problemas sócios-econômicos das comunidades paranaenses. Paralelamente às suas atividades de filantropia, sua esposa Dª Edith dedicava-se às mesmas causas através de outras entidades, como a União das Damas Rotárias e da Rede Feminina de Combate ao Câncer, da qual foi presidente. Arary Souto também incentivou e apoiou desportistas e artistas plásticos.

OUTRAS ATIVIDADES

A par das suas atividades profissionais, Arary Souto pertenceu às diretorias de diversas entidades culturais, filantrópicas e recreativas de Ponta Grossa, Curitiba e outras cidades, sempre projetando o nome do Paraná, em sua qualidade de membro do “Grupo de Americanistas Intelectuais” de Montevidéu, Uruguai; da “Associação de Cultura Panamericana” de Buenos Aires, Argentina; da “Associação Agustín Aspiazú” de La Paz, Bolívia; do “Instituto de Cultura Americana, Seção Brasileira”, do Rio de Janeiro. Pertencia à Ordem de Constantino, de Londres, Inglaterra. Era acadêmico “honoris-causa” da Academia de Letras da República de San Marino, e acadêmico “honoris-causa” da Academia Universal de Inventores e Autores de Roma, Itália.

O escritor Cerpa Filho escreveu o seguinte a seu respeito: “Quem presenciou, como eu, o jornalistaArary Souto mantendo contato com os índios terenos, e falando-lhes em seu próprio idioma, não suporia que aquele homem, simples e acessível, era descendente de uma das famílias mais ilustres e antigas da Península Ibérica. Preocupado com a questão do índio, manteve contato com os irmãos Villas-Boas. E atrevo-me eu a dizer, hoje, que se o jornalismo não lhe falasse mais alto, se a elegância de sua formação não o atraísse para os grandes centros, Arary Souto poderia ter sido um indianista de grande respeitabilidade. Se grande foi a sua luta pela questão indígena, se grande a sua causa pelos menos favorecidos pela sorte, maior ainda foi sua atuação em prol da cultura paranaense. Arary Souto foi eloquência e simplicidade. Foi inteligência e modéstia, aliados a uma grande cultura”.

A base para a denominação de uma rua é sempre cultural e histórica, e fundamentada na retribuição e no reconhecimento da coletividade. Teve razão a escritora curitibana Maria Nicolas, ao dar a seu livro didático, sobre as artérias de Curitiba, a denominação de “A alma das ruas”. É que uma rua nem sempre é apenas uma rua. É quase sempre um indício a lembrar que as pessoas que trazem consigo as raízes dos lugares onde viveram, levam na carne toda a Humanidade. “Arary Souto levou na carne toda a Humanidade”, afirmou o poeta do urbanismo Lerner [Jaime Lerner]. Não restam dúvidas: Arary Souto é uma rua com alma.

Legenda da foto ilustrativa: Dª Edith, viúva de Arary Souto, com seu filho, nosso colega.

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Na ilustração abaixo, duas matérias diferentes. Primeiro, o texto “O Coliseu”, de Francisco Souto Neto, publicado no “Todos Nós”. Em seguida, “Tabloide”, a coluna de Aramis Millarch no jornal O Estado do Paraná.

TABLOIDE – ARAMIS MILLARCH

No campo de batalha

Francisco Souto Neto, assessor da diretoria do Banestado – Crédito Rural e Industrial, é um jovem interessado em cultura, sólidas informações, e que a partir de julho passou a assinar uma coluna em “Todos Nós”, o house-organ que Simão de Montalverde e Jorge Castro editam no Grupo Banestado. Na mesma edição, reportagem de uma página sobre Arary Souto (1908-1963), jornalista, escritor e político de grande atuação em cidades do Paraná e São Paulo. Pai de Francisco Souto Neto, o jornalista Arary Souto é nome de uma rua no bairro de Santa Cândida.

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Na ilustração abaixo, texto de Francisco Souto Neto editado por “Todos Nós” de setembro de 1983, com o título “O Teatro”:

Todos Nós, Curitiba, Setembro de 1983.

O Teatro

A representação teatral surgiu da própria essência da criatura humana. (…) Na Antiguidade já ocupava o centro cultural e às vezes geográfico das comunidades da Grécia e do Império Romano, costume que foi disseminado por todo o mundo, através dos milênios, até aos nossos dias.

No Brasil construíram-se magníficos teatros desde Manaus até ao extremo sul. No entanto, até metade deste século, foram basicamente São Paulo e Rio de Janeiro que monopolizaram essas atividades. Com efeito, foi naquele eixo que os grandes diretores (como Ziembinski, para citar um só exemplo) exerceram seus talentos, e foi ali que surgiram os principais nomes que tanto brilhantismo deram, e dão ainda, ao teatro brasileiro. Em Curitiba temos tido a sorte de assistir a excelentes peças com montagem, direção e atores de fora deste Estado, como foram os casos, memoráveis, de Esperando Godot (de Beckett, no Teatro da Reitoria, com Lílian Lemmertz, Eva Wilma, Lélia Abramo e Maria Yuma), Apareceu a Margarida (de Roberto de Athayde, no Teatro do Paiol, com Marília Pera), Caixa de Sombras (no Teatro do SESI, com Henriqueta Brieba, Yolanda Cardoso, Emílio de Biasi, Hérson Capri), El Día que me Quieras (de J. J. Cabrujas, com Yara Amaral, Nildo Parente), Amadeus (de Peter Weiss, no Teatro Guaira, com Edwin Luisi, Raul Cortez, Ruy Affonso, Liza Vieira). Como deixar de mencionar Macunaíma, Cabaret Valentim, No Natal a Gente vem te Buscar, Aurora de minha Vida, Andalucía Amarga, esta última trazida da Espanha até nós pela admirável Ruth Escobar?

No entanto, Curitiba é uma cidade privilegiada no contexto nacional, por ter atividade teatral própria, e contar com atores aqui mesmo nascidos, ou que, vindos de fora, aqui se estabeleceram e vêm contribuindo altamente para com o engrandecimento do teatro paranaense. Exemplo é o da competente atriz Ivone Hoffmann, atualmente coordenadora do Curso Permanente de Teatro (CPT) da Fundação Teatro Guaira.

Necessário de faz u’a menção aos inúmeros pequenos grupos amadores que animam as expectativas da atividade teatral paranaense. A eles aplica-se muito bem a expressão ars gratia artis (arte pela arte). Apresentam-se em pequenos espaços cênicos, quase sem recursos materiais, mas ocasionalmente podem atingir, em suas representações, um clímax de maturidade só encontrados entre os melhores profissionais, como vimos em Triste fim de Antonino, adaptação de O Diário de um Louco, de Gogol, monólogo interpretado por Sergei D’Ávilla, sob direção de Rennê Gil.

Os grupos profissionais formam-se e se desfazem conforme os objetivos a serem conquistados e, não raras vezes, têm marcado época na memória teatral curitibana, não só através das montagens habituais, como também dos saudosos ciclos de leitura dramática. Odelair Rodrigues, Lala Schnaider, Maurício Távora, Sansores França, Claudete Pereira Jorge, Cármen Hoffmann, Suzy Arruda, Tonica, Oraci Gemba, Olinda Wischral, Cléo Busato, Edson d’Ávilla, Roberto Menghini, o saudoso Kraide, e muitos outros, criaram personagens que, passado tanto tempo, continuam em nossas lembranças como que dotados de vida.

No entanto, nenhuma outra atividade me tem parecido mais entusiasmante do que a desenvolvida pelo Curso Permanente de Teatro (CPT) que funciona em nível de curso superior. Através de uma colega do Banestado, Mercedes Pilati, já no 4º ano do CPT, tenho me inteirado de fatos interessantes. Por exemplo, os alunos têm no mínimo quatro horas diárias de aulas, aqui não computado o tempo extra-curricular e o dos finais de semana, para ensaios e estruturação das peças que serão encenadas. Suas provas semestrais constam de apresentações públicas de peças, cuidadosamente selecionadas, que são dissecadas e estudadas por longos períodos, para que a construção das personagens flua com total integridade. Essas provas públicas (e grátis, ou a preços simbólicos) realizam-se no mini-auditório, exceto as do 3º e 4º anos, estas no palco do Guairinha, e são verdadeiros festivais de talentos. O público que conhece a diferença entre os indigestos espetáculos comerciais, e o teatro mais autêntico, não perde as provas públicas do CPT. Lorca, Vianinha, Brecht, Ionesco, Tennessee Williams, Guarnieri, têm suas personagens revividas por esses excelentes alunos que surpreendem sempre pelo alto padrão técnico e correta interpretação, frutos de meses de exaustiva lapidação e meticuloso burilamento, devidos não somente a seus talentos e esforços, mas sobretudo à orientação eficiente e correta duma capacitada equipe de brilhantes professores. Esse curso funciona há mais de vinte anos e tem sido motivo de orgulho para a cultura paranaense, conhecido que é por personalidades do mundo intelectual brasileiro e defendido, fora do Paraná, por nomes como Paulo Goulart, Nicette Bruno, Cláudio Correia e Castro e Armando Maranhão. No entanto, o CPT vem lutando há anos por sua regulamentação e reconhecimento oficial em nível superior e, apesar da comprovada regularidade, não conseguiu ainda obter, por incrível que nos possa parecer, o seu reconhecimento por parte das autoridades competentes… Uma triste realidade para quem conhece as atividades dessa autêntica preciosidade paranaense que é o CPT, e sua importância cultural no contexto deste Estado e do País. (…)

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Em setembro de 1983 obtive aprovação da Associação Banestado para a divulgação de um evento que eu e Tadeu Petrin acabávamos de criar, com o apoio do diretor a quem eu assessorava, Octacílio Ribeiro da Silva, e de quase toda a diretoria do Banestado. Tratava-se de uma exposição para funcionários e clientes iniciantes nas artes plásticas, a que denominamos “Exposição de Artistas Amadores Funcionários e Clientes do Banestado”. Após sua realização, os certificados foram entregues sob o nome de I SBAI – Salão Banestado de Artistas Inéditos, um evento que ganharia grande vulto com a passagem dos anos e das sucessivas realizações anuais, a ponto de ter tomado o lugar o certame oficial Salão dos Novos, quando este entrou em recesso. Já a partir da sua segunda edição, aperfeiçoou o regulamento, destinando-o não a “amadores”, mas a “artistas em fase de desenvolvimento”.

O impresso abaixo, explicando a história da Arte e estimulando os artistas à criatividade (jamais à cópia) foi distribuído em todo o Paraná e nos Estados onde o Banestado tinha agências, assim como também no Distrito Federal:

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O primeiro jornalista a manifestar apoio  ao nascente evento cultural do Banestado, foi meu saudoso amigo Aramis Millarch, na sua coluna TABLOIDE, que era publicada no jornal O Estado do Paraná:

O Estado do Paraná, Curitiba, 24.9.1983.

TABLOIDE – ARAMIS MILLARCH

No campo de batalha

Francisco Souto Neto, um moço preocupado com a arte e cultura, assessor da diretoria do Banestado, coordena uma promoção simpática: exposição de artistas amadores, entre funcionários e clientes do Banestado. A ideia partiu do Sr. Octacílio Ribeiro da Silva, diretor de Crédito Rural e Industrial, e foi aprovada pelo ex-presidente, Léo de Almeida Neves. Será em novembro e poderão participar todos que se dedicam, amadoristicamente, às artes – desde que funcionários do conglomerado estatal ou clientes em alguma das suas empresas. Ou seja, um universo de milhares de pessoas que poderá revelar novos talentos. Quem desejar detalhes pode ligar para a Diretoria de Crédito Rural e Industrial, e falar como Francisco Souto ou Tadeu Petrin, que o está auxiliando na promoção.

Abaixo, jornais que divulgam o evento:

O Estado do Paraná, 30.10.1983: Banestado incentiva artistas

Diário Popular, 29.10.1983: Banestado promove arte

(…)Francisco Souto Neto, assessor da diretoria, e Tadeu Petrin, da Secretaria Geral do Banestado, foram convidados por Octacílio Ribeiro a idealizar e coordenar livremente o certame, desde a composição do regulamento, à escolha da comissão julgadora que premiará em espécie os três primeiros classificados, comissão esta que foi composta de nomes dos mais representativos nas artes plásticas neste Estado e no país: Mazé Mendes, Alberto Massuda e Jair Mendes. (…)

Na foto ilustrativa: Francisco Souto Neto, Tadeu Petrin, Mazé Mendes e Jair Mendes.

Folha de Curitiba, 29.10.1983: Banestado monta mostra de artes.

(…) Na apresentação do cartaz-convite, Francisco Souto Neto assim se manifestou: “Neste momento em que a frieza da necessária automação amplia suas áreas de domínio, é confortante e animador verificarmos que, apesar de absorvido com o desenvolvimento do Estado e prioritariamente ocupado em atender a toda classe de cidadãos e empresas, o Banco do Estado do Paraná S.A., sempre voltado para o futuro, vem prestar o seu apoio também à causa da arte, e incentivar valores humanos que de algum modo e despretensiosamente – porque artistas amadores – vêm hoje dar a sua preciosa colaboração para com o enriquecimento do panorama de nossas artes plásticas, num modelo a ser aplaudido e seguido”. (…)

Legenda da foto ilustrativa: “Souto Neto, Petrin, Mazé e Massuda: a boa arte”.

Diário Popular, 23.11.1983: Exposição

O Estado do Paraná, 25.11.1983: Eloir Dante Alberti

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Abaixo, jornais anunciam o evento:

Gazeta do Povo, 1º.11.1983: Banestado dá seu apoio para a arte

Folha do Comércio (recorte sem data): Apoio à arte

Jornal do Estado, 5.11.1983: Arte: Banestado promove exposição.

(…) A mostra está marcando o início das comemorações alusivas ao 53º aniversário do Banco Oficial paranaense (…)

Legenda da foto ilustrativa: “Francisco Souto Neto, Tadeu Petrin, Mazé Mendes e Alberto Massuda”.

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Na página do álbum de fotografias abaixo, aparecem os membros da comissão julgadora do I SBAI, Mazé Mendes, Alberto Massuda e Jair Mendes no trabalho de classificação e premiação dos participantes, observados por Francisco Souto Neto e Tadeu Petrin:

Abaixo, jornais anunciam o dia da abertura da exposição:

Jornal do Estado, 25.11.1983: Banestado inaugura mostra

Hoje, às 20:30 horas, o Banestado estará inaugurando a sua primeira “Exposição de Artistas Amadores Funcionários e Clientes do Banestado”, no Salão de Arte do SENAC, ocasião em que serão entregues os prêmios e divulgados os nomes dos três ganhadores que tiveram suas obras classificadas por uma comissão julgadora.

Segundo Francisco Souto Neto, “na apresentação constante do convite, o diretor de Crédito Rural e Industrial, Octacílio Ribeiro da Silva, estava atento à importância da arte quando propôs à presidência do Banestado a realização dessa primeira exposição. Apoiado pelo ex-presidente Léo de Almeida Neves, e posteriormente pelo atual José Brandt Silva, o evento contou também com o co-patrocínio de Wilson Ganem, presidente da Associação Banestado”.

Na foto ilustrativa da matéria, Octacílio Ribeiro da Silva e Francisco Souto Neto.

 

Diário Popular, 25.11.1983: Exposição do Banestado

(…) O coquetel de inauguração deverá contar com a presença de diretores do Banco Oficial paranaense, e de destacadas personalidades do mundo artístico, político e social.

Legenda da foto ilustrativa: “Souto Neto e Tadeu Petrin, os criadores do Salão do Banestado”.

Gazeta do Povo, 25.11.1983: Banestado inaugura exposição de arte

(…) A exposição do Banestado foi projetada por Francisco Souto Neto e Tadeu Petrin de modo a repetir-se anualmente, e a criar tradição no Estado do Paraná, abrangendo diversos Estados Federativos e o Distrito Federal.

Legenda da foto que ilustra a matéria: “Octacílio Ribeiro da Silva, diretor do Banestado e seu assessor, Souto Neto, destacam a importância da exposição de artistas amadores funcionários e clientes do Banco, que abre hoje.

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Fotos da entrega dos prêmios:

Fotos da entrega dos prêmios:

Os artistas premiados:

Convidados à exposição:

Convidados à exposição:

Convidados à exposição:

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Notícias de jornais após a inauguração da exposição:

Gazeta do Povo, 28.11.1983: ZOOM – Margarita Sansone -

Gente em Zoom

Sexta-feira, diretoria e funcionários do Banestado inauguraram a Exposição de Artistas Amadores Funcionários e Clientes do Banestado no Salão de Arte do Senac, coordenada por Francisco Souto Neto, da diretoria de Crédito Rural do Banestado. No cartaz, esplêndida reprodução de René Magritte, cujo original encontra-se no Real Museu de Belas Artes de Antuérpia e tem inspirado inúmeros artistas brasileiros.

O Estado do Paraná, 26.11.1983: TABLOIDE – Aramis Millarch – Os pintores que o Banestado revela

Despertar o interesse pela cultura entre os seus servidores deveria ser preocupação de qualquer empresa. Entretanto raros são os empresários que nestes dias bicudos estão dispostos a considerar qualquer atividade que possa “representar” despesas extras e queda de produtividade, embora eventos culturais não signifiquem necessariamente despesas supérfluas e, ao contrário, podem fazer os funcionários sentirem-se mais motivados pelo trabalho.

A fundação Copel há vários anos promove atividades culturais, inclusive um concurso literário que revelou razoáveis poetas entre os milhares de servidores da empresa.

Agora o Banestado começa a investir na área, graças à sensibilidade e dedicação de um dos seus mais competentes assessores, o advogado Francisco Souto Neto. Uma sugestão levada ao Sr. Octacílio Ribeiro da Silva, diretor de Crédito Rural e Industrial, no sentido de promover uma exposição de artistas amadores entre funcionários e clientes do conglomerado, foi aprovada pelo ex-presidente Léo de Almeida Neves e referendada pelo seu sucessor, e resultou no salão inaugurado ontem à noite no SENAC (Rua André de Barros, 750).

A comissão julgadora dos trabalhos foi formada pelos artistas Alberto Massuda, Jair Mendes e Mazé Mendes, que premiou os trabalhos de Heloísa Maria Machado Moreira (de Jacarezinho), Rubens Faria Gonçalves (de Curitiba) e Dorothy de Souza Rocha (de Ponta Grossa). Como menções honrosas foram escolhidos os trabalhos de Raul Nauffal, Sieni Maria de Matos Campos Plastino, Beatriz Castro, Jersuly Siqueira e Soraya Weller. Uma homenagem muito especial à sempre admirável dona Maria Nicolas, que como cliente do Banestado inscreveu trabalhos para este salão.

Gazeta do Povo – 4.12.1983: O que se passa na sociedade – Juril Carnasciali

Jornal do Estado – 4.12.1983: Exposições

O Estado do Paraná – 4.12.1983 – Zigue-Zague

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Notícias de jornais após a inauguração da exposição:

A notícia mais extensa foi dada pelo Jornal do Estado em 10.12.1983: Banestado dá prêmios a artistas amadores. 

(…) Souto Neto, Assessor de Diretoria do Banestado, revelou os nomes dos vencedores do certame, cujas obras foram escolhidas por uma comissão julgadora formada pelos artistas plásticos Mazé Mendes, Alberto Massuda e Jair Mendes. Foram premiados Heloísa Maria Machado Moreira, de Jacarezinho (1º lugar), Rubens Faria Gonçalves, de Curitiba (2º lugar), e Dorothy de Souza Rocha, de Ponta Grossa (3º lugar). (…)

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Notícias sobre a exposição:

Folha do Comércio –23 a29.12.1983: CALEIDOSCÓPIO – J. Lyra de Morais [heterônimo de Aramis Millarch]

Francisco Souto Neto, assessor da diretoria de Crédito Rural e Industrial do Banestado, preocupado com arte e cultura, teve uma boa ideia: levou ao Sr. Octacílio Ribeiro da Silva, diretor daquela área, a sugestão do banco oficial promover uma exposição de artistas amadores entre funcionários e clientes. Octacílio falou ao ex-presidente, Léo de Almeida Neves, que aprovou o projeto – e apesar da substituição na presidência, o sucessor, José Brandt Silva, deu mão firme (…).

Folha do Comércio (no recorte não consta a data) – Agradecimeto à Folha

Em correspondência enviada ao jornal Folha do Comércio pelos srs .Francisco Souto Neto e Tadeu Petrin, da comissão organizadora da “Exposição de Artistas Amadores Funcionários e Clientes do Banestado”, foi manifestado agradecimento, também em nome do diretor da Carteira de Crédito Rural e Industrial daquele banco, Octacílio Ribeiro da Silva, “pela divulgação dada à exposição nessa coluna, edição nº1169”. Diz em certo trecho que “só mesmo com o atencioso e gentil apoio da imprensa, poderíamos ter a divulgação necessária e atingir a consecução dos nossos objetivos, quais sejam, a promoção da arte e da cultura”.

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Capa e 1ª página do catálogo:

2ª e 3ª páginas do catálogo:

Texto de Francisco Souto Neto no convite para a exposição:

O cartaz da exposição:

No rodapé consta: René Magritte: “A Vingança”. Real Museu de Belas Artes de Antuérpia. Arte final do cartaz: Francisco Souto Neto.

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ALGUMAS FOTOGRAFIAS TIRADAS NO ANO DE 1983:

Wilson Barbosa Martins, no dia da sua posse como governador de Mato Grosso do Sul, ouve o hino do seu Estado antes de entrar no Palácio do Governo (Foto Francisco Souto Neto).

A entrada de Nely Barbosa Martins, a primeira-dama do novo Estado.

A entrada de Tia Adelaide (Adelaide Barbosa Martins), mãe do governador.

Em frente ao palácio do governo, Edith Barbosa Souto e Terezinha Macedo.

Em frente ao palácio do governo, Francisco Souto Neto e Edith Barbosa Souto.

Célia Amorim e filhos, entre Edith Souto e Sofia.

Os irmãos Claudio Barbosa Macedo e Edith Barbosa Souto.

Souto Neto entre as tias Negra e Sofia, e com o tio Cláudio.

Eliane e Renato.

Os irmãos Cláudio, Sofia e Nazarita (esta com o marido Mário Arar), os irmãos Carlos Lima Arar e Keila Falcão, Terezinha Macedo e Joni.

As irmãs Edith Barbosa Souto e Nêmesis de Lima coelho.

Ao fundo, Edith Souto com sua Tia Adelaide. A penúltima à direita é Tia Nadir Martins, e a última à direita a prima Nely Barbosa Martins, primeira-dama de Mato Grosso do Sul.

Na diretoria do Banestado, Francisco Souto Neto e Lourival Guebert. À direita, João e Elzi Hohmann.

Dione Mara Souto da Rosa aos 19 anos.

Rossana Souto da Rosa aos 15 anos.

Edith Barbosa Souto e as suas netas Rossana e Dione Mara.

Começa o governo José Richa, e Octacilio Ribeiro da Silva assume como diretor de Crédito Rural e Agroindustrial, que convida Francisco Souto Neto a permanecer como assessor da Diretoria.

Souto Neto e colegas da diretoria do Banestado.

Francisco Souto Neto com o pé fraturado em 1983.

Francisco Souto Neto, Tadeu Petrin, Mazé Mendes e Alberto Massuda.

Alberto Massuda, Jair Mendes e Mazé Mendes, da comissão julgadora do I SBAI – Salão Banestado de Artistas Inéditos.

Na abertura do I SBAI – Salão Banestado de Artistas Inéditos, Francisco Souto Neto com Octacilio Ribeiro da Silva e José Brandt Silva, respectivamente diretor e presidente do Banestado.

Os premiados do I SBAI – Salão Banestado de Artistas Inéditos: Heloísa Maria Machado Moreira, Rubens Faria Gonçalves e Dorothy de Souza Rocha.

Convidados de Souto Neto à inauguração do I SBAI: João Abrahão Maia (Janguta Maia), Graziela Pinto Maia, Jaime Strozzi, Lourdes Rocha Strozzi, Dorothy de Souza Rocha, Francisco Souto Neto, Edith Barbosa Souto e Marlene Sant’Anna Granville Urban.

Regina Romano Bowles, Robert Jan Bowles, Francisco Souto Neto, Tadeu Petrin, Marlene Sant’Anna Granville Urban, Ruibens Faria Gonçalves, Edith Barbosa Souto.

Aniversário do Quincas Little Poncho.

Aniversário do Quincas Little Poncho.

Aniversário do Quincas Little Poncho.

Aniversário do Quincas Little Poncho.

Aniversário do Quincas Little Poncho: Tadeu Petrin, Rubens Faria Gonçalves, Francisco Souto Neto (ciom Quincas) e Luiz Alberto Pinto de Carvalho na festa “bokomoco” do Quincas.

Rossana Souto da Rosa, Dione Mara Souto da Rosa, Edith Barbosa Souto, Ivone Souto da Rosa e Dulci Col da Rosa: réveillon em Curitiba.

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2 Comentários
  1. Terezinha Link Permanente

    Querido primo, adorei suas postagens. É um trabalho muito interessante, pois permite acompanhar e recordar nossas histórias em vários aspectos. Revemos e relembramos as histórias da família, da vida política, das artes, etc. Muito bom, pois nossos filhos, sobrinhos e netos poderão conhecer fatos e episódios de nossas vidas, mesmo que não tenhamos mais tempo para relatar em encontros tão breves. Abraços, Terezinha.

  2. Querida Terezinha! Obrigado por estar me acompanhando nesta jornada ao passado, e também pelas palavras de estímulo. Beijo!

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