Skip to content
Tags

, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

FRANCISCO SOUTO NETO nos anos de 1980, 1981 e 1982, através de velhos recortes de antigos jornais (e de algumas fotografias).

20 de janeiro de 2012

Francisco Souto Neto – VELHOS JORNAIS, ANTIGOS RECORTES (Décadas de 40 a 90 do Século XX)

A VIDA DE FRANCISCO SOUTO NETO nos anos de 1980, 1981 e 1982, através de antigos recortes de velhos jornais (e de algumas fotografias).

 

O ANO DE 1980

Neide Zanoni, em sua coluna de 26.10.1980, cedeu metade do seu espaço para homenagens às senhoras que faziam serviço voluntário na Rede Feminina de Combate ao Câncer. Nesta edição, as homenageadas foram Sra. Laura Cunha Santos e Sra. Edith Barbosa Souto:

Diário dos Campos, Ponta Grossa, 26.10.1980.

Detalhe de “Raízes”, na coluna de Neide Zanoni. O elogio a Edith Souto não está assinado, mas é da autoria de Didi Doná Dantas:

Detalhe de Coluna da Neide, Dário dos Campos, Ponta Grossa, 26.10.1980.

Sra. EDITH BARBOSA SOUTO já esteve na presidência e atualmente é voluntária da RFCC. A imagem da mulher espontânea, pródiga, autêntica. Ser é o essencial. Ser a esperança nos jardins exauridos. Ser a luz na estrada coberta de cardos. Ser a alegria nos caminhos sem flores. Ser pródiga nos sorrisos, iluminando o escuro mundo dos já cansados. A riqueza de seus sentimentos fizeram-na perceber o longo caminho que separa o ser do ter. E num mundo tão carente ela é aquela que participa, trabalha, ajuda, acreditando que se cada um der um pouquinho só de si, como por exemplo cantar baixinho, o canto será grande e bonito.

RAÍZES: Alemanha.

===oo0oo===

Capa de O FAZENDÃO, boletim interno da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, que fez uma reportagem sobre Cecy de Barros Souto (após o casamento, Cecy Souto de França), tia de Francisco Souto Neto:

O FAZENDÃO - Novembro 1980 -Ano IV - Nº 38.

A reportagem de 1980 contém algumas incorreções, que no texto abaixo transcrito vai retificada com o emprego de colchetes:

Reportagem sobre Cecy de Barros Souto (Cecy Souto de França).

Duque de Caxias e o Visconde Souto, os antepassados de Cecy

Quem conhece a advogada Cecy de Barros Souto [Cecy Souto de França, após casar-se], que trabalha no 8º andar da Secretaria, sabe o quanto ela procura ser dinâmica e atualizada, voltando todas as atenções para os problemas do dia-a-dia. No entanto, por mais preocupações que ela tenha com o momento presente, é difícil para Cecy dissociar-se do passado e da tradição de sua família.

O primeiro nome na história da família Souto é Antônio José Alves Souto, bisavô de Cecy, que nasceu na cidade do Porto e veio de Portugal com o título de Visconde, sendo aqui condecorado como comendador [O título de visconde foi concedido em 1862 pelo rei de Portugal, D. Luís I, quando António José Alves Souto já estava estabelecido no Brasil havia muitos anos].

Envolvido em vários negócios, o Visconde de Souto era também banqueiro e foi considerado o primeiro a exercer essa atividade no Rio de Janeiro. Pertenceu ele à casa comercial [na verdade, casa bancária] A. J. A. Souto e Cia. Pode-se dizer que [algumas] casas comerciais da época do II Império [II Reinado] eram como os bancos de hoje, pois atuavam facilitando transações e servindo como agente dos fazendeiros, seus clientes.

Com a crise de 1864, a Casa Souto foi à falência, abalando comercialmente as praças do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Mas, segundo afirma Cecy, o velho visconde não deixou ninguém na mão [mas não pôde pagar a todos, como desejava].

“Homem de caráter impoluto e de grande bondade”, ele pagou religiosamente todos [isto é, a muitos dos] seus credores e manteve, assim, o bom nome da família. Uma das mais cotadas da sociedade carioca da época.

Cecy afirma que dentre as famílias que frequentavam a corte do II Império, nenhuma delas teve contato tão estreito com D. Pedro II, como os Souto.

Esta amizade com o Imperador não advinha unicamente do fato da família Souto ser vizinha de D. Pedro II na Quinta da Boa Vista. Cecy diz que a área onde está instalado hoje o antigo Ministério da Guerra e a principal estação de trem do Rio, a D. Pedro II, foi doada pelo seu avô [isto é, seu bisavô] ao Imperador. [Estudos recentes atestaram que a área doada não foi a da Estação D. Pedro II, mas uma ponta da Chácara do Souto,em São Cristóvão, onde foi construída a Estação Imperial, que era usava unicamente pela família do imperador].

Para se ter uma ideia de como eram próximas as relações dos antepassados de Cecy com o Imperador, ela conta que certa vez o seu avô Francisco José Alves Souto foi até ao Palácio, quando estava ocorrendo uma reunião do Conselho, e levou seu filho menor (pai de Cecy). E este, ao ver D. Pedro II sentado, esgueirou-se no colo dele e puxando-lhe a barba disse: “Como vai, seu barbudo?”. Anos mais tarde, Francisco Alves Souto Júnior, aquele menino que puxou a barba do Imperador, se tornaria geólogo e um dos pioneiros na prospecção de petróleo no Brasil.

Não são somente os antepassados paternos de Cecy que são importantes. A sua mãe, que ainda é viva, é neta do general Lima e Silva e sobrinha-neta do seu irmão, o famoso Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.

Descendentes ilustres e tradição são coisas que dão bons papos e formam um belo álbum de família. Entretanto, Cecy tem consciência de que não deve viver pelos mortos e preocupa-se muito mais com sua vida diária.

Tomando grande parte do seu tempo, o trabalho é atualmente a sua atividade que mais dedicação tem exigido de Cecy. Uma dedicação que ela afirma ser totalmente recompensada pois, trabalhando no Palácio Clóvis Ribeiro desde antes de 1959, ela passou a encarar a Secretaria como “um prosseguimento de sua casa”.

Nas horas de folga Cecy aproveita para, entre outras coisas, cuidar de suas plantas, fazer viagens de automóvel com seu marido e gravar em cassete cartas sonoras que ela envia aos parentes que vivem no exterior. O tempo que passa longe do serviço também é usado com vários de seus hobbies, dos quais, filmar em super-8 é o seu preferido.

Sem poder fazer a maioria das coisas que deseja, Cecy diz que a primeira atividade que retomaria, caso sobrasse tempo, seriam os seus estudos. Entre os cursos que fez estão os de sociologia e política, inglês e advocacia. Este último é a menina dos olhos de Cecy e a sua volta ao velho Largo de São Francisco, onde se formou em 1970, é um dos planos que ela mais cobiça. E com certeza realizará.

.

O ANO DE 1981

O ano de 1981 foi marcado pela tristeza do falecimento de Homero Silva, marido da Maria da Lapa (Mariinha) de Salles Souto e Silva. Os jornais da época deixaram registrada a importância cultural e política daquele que foi o primeiro apresentador de televisão do Brasil e da América Latina.

Folha da Tarde, São Paulo, 21.9.1981:

Folha da Tarde, São Paulo, 21.9.1981.

Sepultado Homero Silva

Homero Silva, o primeiro apresentador de televisão da América Latina, foi sepultado ontem às 16h30, no Cemitério da Vila Mariana, após ser velado na Assembleia Legislativa. Homero faleceu sábado, aos 63 anos de idade, vítima de broncopneumonia. Ele estava internado desde quinta-feira passada no Hospital Oswaldo Cruz.

Pela manhã e à tarde, parentes e amigos do ex-político e radialista estiveram na Assembleia, além de inúmeros políticos, que lamentavam a morte daquele que “tinha uma grande vontade de viver”. Ele deixa a viúva Maria da Lapa [Mariinha] de Salles Souto e Silva, os filhos Homero, casado com Ângela Miranda Domingues da Silva, as menores Silvana e Célia. Além dos filhos, deixa o irmão Gilberto Domingues da Silva, cunhados, sobrinhos e quatro netos.

Homero Silva foi vereador e deputado por diversas legislaturas. No governo Abreu Sodré assumiu a presidência da Companhia de Telecomunicações de São Paulo. Foi diretor da TV Educativa e atualmente supervisionava a Rádio Cultura.

Homero Silva foi o primeiro apresentador de televisão da América Latina. No dia 18 de setembro de 1950 ele anunciava para todo o País o primeiro programa da televisão brasileira.

Homero iniciou a sua carreira no rádio como diretor do Clube do Papai Noel, entidade que tinha como objetivo encaminhar crianças e adolescentes para o microfone para, sem inibição, começarem desde cedo a sua atividade artística. Formado pela Faculdade de Direito da USP, trabalhou também no jornal O Dia.

Ele foi ainda rádio-ator, produtor e animador, e o Clube do Papai Noel ficou famoso no País inteiro. Homero criou clubes semelhantes em rádios de Porto Alegre, Natal, Campina Grande, Fortaleza e Curitiba.

Entre os artistas que passaram pelo seu Clube do Papai Noel estão Wilma Bentivegna, Lia de Aguiar, Laura Ribeiro e Benedito Carvalho. Quando foi inaugurada a extinta TV Tupi, Canal 3, na época foi o primeiro homem a aparecer no vídeo.

Na política pertenceu aos quadros da UDN – União Democrática Nacional – tendo sido vereador e deputado estadual. Posteriormente ingressou na Arena.

Legendas: 1 – Homero, em frente à câmera da TV Tupi, Canal 3, em 1957. 2 – “Pim Pam Pum”, um dos programas mais famosos comandado por Homero Silva. 3 – Homero Silva, em foto recente.

Folha de São Paulo, São Paulo, 22.9.1981:

Folha de São Paulo - ILUSTRADA -, São Paulo, 22.9.1981.

Homero Silva, pioneiro da TV

“Gosto sinceramente do rádio e a ele tenho dedicado todos os meus esforços. Acho que a função do rádio é cada vez mais importante, pois é o elemento que, cada vez mais, se integra no mundo moderno e em suas necessidades. Considerando, pois, o rádio como um apostolado, posso defini-lo também como um legítimo serviço público”.

Quando Homero Silva incluiu essas palavras em um “Auto-Retrato” que escreveu para a Folha em abril de 1950, talvez não soubesse ainda que, meses depois, em setembro, ele se tornaria o primeiro apresentador da nascente televisão brasileira. Mas quando o programa inaugural da TV Tupi (e também da TV na América do Sul, o “TV na Taba”), foi ao ar, lá estava ele no comando da transmissão, com sua voz calma e segura, e com o mesmo espírito de “apostolado”. Um espírito que durou 31 anos e só foi interrompido por uma broncopneumonia fatal, às 19 horas do último sábado.

O paulistano Homero Silva nasceu em 30 de janeiro de 1918. Cursou a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e, em 1937, prestou concurso para entrar na Rádio Difusora. Concorrendo com mais de 100 candidatos, passou no teste e já em 1º de abril daquele ano estreava no microfone. Por alguns meses, acumulou a função de locutor com o de funcionário do departamento de publicidade da rádio. Mas depois ficou apenas na locução e formou um quarteto famoso no rádio paulista, com Nicolau Tuma, Dárcio Ferreira e Ita Ferraz.

Os trabalhos de Homero Silva no rádio foram muitos, mas o mais famoso foi, sem dúvida, o “Clube Papai Noel”, um programa infantil que passou a dirigir em 1938 e que foi retransmitido por diversas emissoras do País, de Porto Alegre a Fortaleza, e depois passou à TV. Nos bastidores, foi assistente da direção artística da Difusora, depois locutor-chefe e, em seguida, diretor-artístico das rádios Tupi e Difusora, já unidas nas Emissoras Associadas.

Na TV Tupi, Homero Silva foi o principal locutor da emissora por vários anos. Cerimônias oficiais, programas de gala e os então prestigiados concursos de miss sempre foram narrados por ele. Por mais de 20 anos, apresentou um programa famoso, o “Clube dos Artistas”, que entrava nas noites de sexta-feira. A isso se juntou a apresentação de programas infanto-juvenis, como o “Pim Pam Pum” ou o “Grêmio Juvenil Tupi”.

Também na década de 50, Homero Silva incursionou pela política. Foi duas vezes vereador e outras duas, deputado estadual, as três primeiras legislaturas pela legenda da UDN e a última, pela Arena. Em 1968 foi o deputado mais votado de São Paulo e, quando tentou a Prefeitura da Capital, com Nicolau Tuma como seu vice na chapa, perdeu por pequena margem de votos para Lino de Matos, mas derrotou um forte candidato, Emílio Carlos. Ainda na vida pública, Homero Silva presidiu por quatro anos, no governo Abreu Sodré, a Companhia de Telecomunicações do Estado de São Paulo.

Nos últimos tempos, ele se dividia entre as funções de diretor da Rádio Cultura, onde chefiava diretamente os locutores, e as atividades didáticas nas Faculdades Metropolitanas Unidas e na Faculdade de Direito de Bragança Paulista, onde lecionava “Problemas Brasileiros”. Falecido aos 63 anos de idade, Homero Silva deixou três filhos e esposa.

O Estado de São Paulo, 22.9.1981:

O Estado de São Paulo, 22.9.1981.

Falecimentos

DR. HOMERO SILVA – Na presença de familiares, amigos e companheiros de Rádio e Televisão, realizou-se anteontem à tarde, no Cemitério de Vila Mariana, o enterro do dr. Homero Silva (Homero Domingues da Silva), cujo corpo foi velado durante a madrugada e parte do domingo, na Assembleia Legislativa. (…) Quando da inauguração da TV Tupi, Canal 3, foi o primeiro homem a aparecer no vídeo. (…) Pelo seu profícuo trabalho no Radio e na Televisão recebeu inúmeros prêmios, inclusive [vários] “Roquete Pinto”. (…)

O Estado de São Paulo, 24.9.1981:

O Estado de São Paulo, São Paulo, 24.9.1981.

Queixas e Reclamações

A morte de Homero Silva

Sr.:

Morreu Homero Domingues da Silva. História do rádio e a primeira voz que se ouviu em toda América Latina pela televisão. Pai dos programas infantis, criou, por intermédio do seu programa Clube do Papai Noel, um celeiro artístico inesgotável. Homem bom, probo, afável, amava servir ao próximo. Assim foi o político Homero Silva, vereador, deputado e quase prefeito de São Paulo, perdendo uma eleição onde teve enorme margem de votos, por poucos deles.

Advogado competente, era mais um amigo do que um profissional e muito lhe deve a classe laboriosa dos Torradores de Café de São Paulo.

Amigo imorredouro, dedicado, fiel e profundamente emotivo, abre uma lacuna na vida de cada um de seus amigos que será impossível preencher.

O Brasil perdeu um de seus grandes filhos, mas a história de nosso Rádio e Televisão ganhou um grandioso personagem.

Não houve divulgação. Estranhamos que este homem, tão importante, semidestruído por alguns do Canal 4, tenha sido esquecido pela imprensa escrita, falada e televisada. Por que fizeram isso? Será por que Homero era democrata, honesto e com convicções próprias? Que Deus receba sua alma em paz, bem que ele merece e que seus amigos lembrem sempre suas lições e o grande amor que ele tinha por nós. Dr. Isaac Schifnagel, Capital.

N. da R. – Homero Silva não foi e não será esquecido. Ocorreu que seu falecimento deu-se nas primeiras horas da noite de sábado, dia 19, dificultando a divulgação da notícia em órgão de imprensa que, naquela altura, já haviam encerrado os seus trabalhos jornalísticos. Porém, O Estado divulgou com biografia a notícia do passamento, na sua coluna de Falecimentos, daquele que foi a primeira voz que se ouviu pela televisão em toda a América Latina. Na terça-feira, O Estado noticiou novamente o fato, desta vez informando do enterro e do dia da missa de 7º dia. Ainda na segunda-feira, dia 21, nas primeiras horas da manhã, circulava o Jornal da Tarde que enfocou o assunto na página 32 com foto. Nos jornais noticiosos de domingo e segunda-feira da Rádio Eldorado o fato foi também noticiado. Não seria demais lembrar que no início do jogo entre São Paulo e Corinthians, realizado na tarde de domingo, no “Estádio Cícero Pompeu de Toledo”, no Morumbi, foi observado um minuto de silêncio pelo radialista falecido, o que poderá ser facilmente constatado pelo vídeo-teipe do jogo que foi levado ao ar na noite de domingo. Uma emissora de televisão, no horário nobre, ainda no domingo, também lembrou o fato, com numa reportagem sobre quem foi o radialista.

O Estado do Paraná, 26.9.1981:

O Estado do Paraná. Curitiba, 26.9.1981.

Tablóide – Aramis Millarch

Para anotação da história do rádio brasileiro: Homero Silva, que faleceu aos 63 anos no dia 19 último, no Hospital Oswaldo Cruz,em São Paulo, pioneiro da televisão no Brasil, tinha ligações com o Paraná. Aqui reside um de seus sobrinhos, o advogado Francisco Souto Neto, assessor da diretoria de crédito rural do Banestado e, nos anos 50, inúmeras vezes Homero veio a nossa cidade em função de programas que criou, como o famoso “Clube do Papai Noel” que tinha, entre nós, uma fiel representação: o Clube Mirim M-5, criado por Aluísio Finzetto no final dos anos 40, na Rádio Guairacá. Aluísio, o pioneiro da televisão no Paraná, era grande amigo de Homero Silva que marcou sua presença no rádio brasileiro, quando diretor do Clube do Papai Noel, entidade que teve centenas de sócios e tinha o objetivo de encaminhar o pequeno cantor ao microfone para, sem inibição, iniciar desde cedo a carreira artística. Foi, por exemplo, no Clube Papai Noel na Rádio Farroupilha,em Porto Alegre, que Elis Regina começou sua carreira – só para citar um exemplo.

Advogado da turma de 1945, jornalista, criador do Clube Papai Noel em 1938, quando da inauguração da TV Tupi, Canal 3, em 1950, foi o primeiro homem a aparecer no vídeo. Passou por várias estações de rádio e fez política na UDN – pela qual foi vereador, deputado estadual e candidato a prefeito de São Paulo em 1958. Com muitos títulos e premiações, um largo currículo, a morte de Homero Silva retira mais um pioneiro do rádio e televisão do Brasil.

As revistas VEJA e Visão também noticiam o falecimento de Homero Silva:

Revista VEJA, 30.9.1981.

 

Revista Visão, 28.9.1981.

.

O ANO DE 1982

Em meados de 1981 o vereador Everaldo Silva apresentou à Câmara Municipal de Curitiba um projeto de lei, aprovado por unanimidade, que deu origem à Lei nº 6302, sancionada pelo prefeito Jaime Lerner em 21 de dezembro de 1981, dando a uma rua o nome de Arary Souto, cuja inauguração ocorreu em 24 de maio de 1982. O curriculum vitae, abaixo, acompanhou os convites para a solenidade:

"Curriculum vitae" de Arary Souto.

O convite (aberto) para a inauguração da Rua Arary Souto em Curitiba.

O convite aberto

Diário dos Campos, Ponta Grossa, 23.5.1982:

Diário dos Campos, Ponta Grossa, 23.5.1982.

Arary Souto é nome de Rua em Curitiba

Nesta segunda-feira, dia 24, autoridades e o povo curitibano estarão prestando mais uma homenagem a ARARY SOUTO, figura de destaque nos meios culturais paranaenses, com a inauguração de uma rua na capital do Estado, com seu nome, no bairro Santa Cândida-Tingui (…) Em Campo Grande, Mato Grosso, contraiu matrimônio em 1934 com Dª Edith Barbosa Souto, advindo do feliz consórcio os filhos: Olímpio Souto (hoje alto funcionário do Knoll International Corporation, em New York, Estados Unidos da América), casado com Dª Maria Aparecida D’Elboux Moreira Souto; Dª Ivone Souto da Rosa, casada com o Sr. Dulci Col da Rosa, e Dr. Francisco Souto Neto (atualmente Assessor de Diretor do Banco do Estado do Paraná S. A., em Curitiba, PR). (…)

Diário dos Campos, Ponta Grossa, 23.5.1982:

Diário dos Campos, 23.5.1982.

Coluna da Neide

Do Dr. Francisco Souto Neto, recebemos atencioso convite para as solenidades de inauguração da “Rua Arary Souto”, às 11,00 horas do dia 24 de maio, no bairro Santa Cândida-Tingui,em Curitiba. Oconvite é formulado por dona Edith Barbosa Souto e seus filhos (um dos quais o Dr. Francisco), pelo vereador Everaldo Silva (autor do projeto) e prefeito Jaime Lerner.

O homenageado residiu por muitos anosem Ponta Grossa, onde foi redator-chefe do Jornal do Paraná (hoje Jornal da Manhã), fundador e diretor da Rádio Central do Paraná, membro da diretoria da Santa Casa e presidente do Rotary Clube, entre tantas atividades que aqui exerceu, merecendo inclusive dar nome a uma das nossas ruas. Agora é a vez de Curitiba prestar-lhe justa homenagem por sua expressiva participação em entidades culturais, filantrópicas e recreativas, não só de Ponta Grossa, mas de Curitiba e outras cidades paranaenses.

Gazeta do Povo, Curitiba, 25.5.1982:

Gazeta do Povo, 25.5.1981.

Hoje a inauguração da Rua Arary Souto

Será inaugurada hoje a Rua Arary Souto localizada no bairro Santa Cândida, nesta capital. A solenidade de inauguração acontecerá às 11 horas com a presença de Edith Barbosa Souto e filhos, do vereador Everaldo Silva e do prefeito Jaime Lerner.

Arary Souto nasceu em Jacareí, São Paulo, a 18 de abril de 1908. Concluiu o curso de contabilidade na capital paulista em 1927 e de Jornalismo em 1931. Depois de casar com Edith Barbosa Souto, na cidade de Campo Grande, MT, em 1933 foi para a cidade de São Paulo.  Em 1948 mudou-se para Ponta Grossa, onde exerceu o cargo de redator-chefe do matutino Jornal do Paraná (hoje Jornal da Manhã).

No final de 1955 fundou e dirigiu,em Ponta Grossa, a Rádio Central do Paraná, ocasião anterior ao advento da televisão, quando o rádio ainda não dividia audiência com outros meios de comunicação de massa. No entanto, Arary era também muito ligado ao mundo intelectual de Curitiba, com ligações profundas na Academia Paranaense de Letras, pertencendo às diretorias de diversas entidades culturais. Faleceu em 1963. O projeto que deu origem à rua em nome de Arary, apresentado pelo vereador Everaldo Silva, foi aprovado por unanimidade na Câmara Municipal de Curitiba e sancionado em 21 de dezembro de 1981.

Diário dos Campos, Ponta Grossa, 25.5.1982:

Diário dos Campos, 25.5.1982.

Perfis da Cidade

Crônica de Vieira Filho

Bom dia, amigos. A Câmara Municipal e a Prefeitura de Curitiba prestaram ontem, justa e expressiva homenagem ao inesquecível amigo e colega jornalista Arary Souto, inaugurando a rua que perpetuará o nome do insigne homem de imprensa e rádio, que durante muitos anos viveu entre nós no desempenho de importantes missões culturais e sociais em prol da nossa comunidade.

Nascido em Jacareí, Estado de São Paulo, depois de exercer inúmeras atividades no seu Estado natal eem Mato Grosso, veio residirem Ponta Grossa, convidado para a função de redator-chefe do “Jornal do Paraná” no ano de 1958, periódico que passou a dirigir logo depois.

Posteriormente, a partir de 1955, dirigiu a Rádio Central do Paraná, atuando em todas as fases da sua fundação e imprimindo àquela emissora e dinamismo e o vigor que caracterizavam sua ação como diretor e jornalista.

Paralelamente às suas atividades profissionaisem Ponta Grossa, ele sempre esteve ligado ao mundo intelectual e ao jornalismo curitibano, estabelecendo laços de afinidade e de colaboração também na comunidade da Capital.

Espírito sensível e bom, sempre ligado, juntamente com sua esposa Dª Edith, ao campo da filantropia e às causas nobres em favor da coletividade. Entre essas atividades, foi membro atuante e entusiasta do Rotary Clube Ponta Grossa e foi na condição de seu presidente que veio a falecer, em 1963.

Mas além das suas qualidades de cidadão digno e operoso, altruísta e democrata, chefe de família exemplar, da sua cultura e do seu espírito combativo em prol do bem e da justiça, quero destacar as suas virtudes de amigo e colega de imprensa e rádio, corajoso no escrever e generoso no julgamento, sempre pronto a amparar os colegas e amigos nas vicissitudes do cotiadiano.

Todos esses detalhes nos vêm à lembrança ao recebermos atencioso convite endereçado pela sua viúva Dª Edith Barbosa Souto e filhos, pelo vereador dr. Everaldo Silva e pelo prefeito Jaime Lerner para as solenidades do ato inaugural da Rua Arary Souto, no Bairro de Santa Cândida-Tinguí, em Curitiba, às 11 horas de ontem, quando a comunidade curitibana prestou justa homenagem póstuma à memória do insigne jornalista e à sua família.

Sabemos que a homenagem não irá ferir a modéstia que sempre caracterizou Arary Souto e seu espírito por certo estará vibrando com o acontecimento, não pela homenagem em si, mas sim pela presença de amigos e colegas reunidos em torno do acontecimento, seja presentes ou ligados por vibrações espirituais. E, também, porque o evento representa uma homenagem especial aos homens de imprensa e de rádio, reconhecendo o valor dos profissionais que, como ele, dignificam a profissão de jornalista e de radialista.

Neste registro nosso abraço e aos seus dignos familiares que vêm honrando as tradições do nome e do exemplo que ele deixou; ao Poder Público Municipal de Curitiba pelo preito de louvor e justiça prestados ao cidadão que soube honrar esse título. Certo de que esta manifestação traduz igualmente o pensamento da comunidade princesina, que por intermédio desta crônica se associa, jubilosamente, a essa homenagem prestada a Arary Souto, que foi durante toda sua existência um pontagrossense de coração.

O recorte abaixo não menciona o nome do jornal, nem a data da publicação:

Tributo a Arary Souto.

TRIBUTO A ARARY SOUTO – Cerpa Filho

Quem presenciou, como eu, o jornalista Arary Souto mantendo contato com os índios terenos, e falando-lhes em seu próprio idioma, não suporia que aquele homem, simples e acessível, era descendente de uma das famílias mais ilustres e antigas da Península Ibérica. Preocupado com a questão do índio, manteve contatos diversos com os irmãos Villas-Boas, e atrevo-me eu a dizer, hoje, que se o jornalismo não lhe falasse mais alto, e se a elegância da sua formação não o atraísse para os grandes centros, Arary Souto teria se tornado um indianista de grande respeitabilidade.

Se grande foi a sua luta pela questão indígena, se grande o seu empenho pelas causas dos menos favorecidos pela sorte, maior ainda foi a sua atuação em prol da cultura paranaense. Arary Souto foi eloquência e simplicidade. Foi inteligência e modéstia, aliados a uma grande cultura. E é, pois, com justo orgulho que nós, amigos de Arary Souto, tomamos conhecimento de que a bela capital do Paraná, a invejável cidade de amplas áreas para pedestres, de sistemas-modelo de transporte coletivo, a cidade exemplar que ensina ao país e ao mundo a necessidade de preservar seus monumentos históricos e arquitetônicos, essa cidade passará a ostentar a partir do próximo dia 24, uma placa denominativa com o nome “Rua Arary Souto”. Em nome dos intelectuais paulistas, consignamos nossos cumprimentos ao combativo e dinâmico vereador Everaldo Silva, autor do projeto, e ao prefeito Jaime Lerner, cuja fama de vanguardismo urbano atravessa os limites do estado paranaense e alcança a distantes terras de além-fronteira.

O Estado do Paraná, Curitiba, 27.5.1982:

O Estado do Paraná, Curitiba, 27.5.1982.

TABLÓIDE – ARAMIS MILLARCH

No campo de batalha

(…) Na segunda-feira, às 11 horas, foi inaugurada a Rua Arary Souto, no bairro Santa Cândida-Tinguí. Uma homenagem justa ao jornalista Arary Souto (1908 – 1963). A ideia de homenagear o jornalista e escritor partiu do vereador Everaldo Silva. Entre os filhos de Arary Souto, está Francisco Souto Neto, assessor da diretoria do Banestado e um dos maiores estudiosos de cinema em Curitiba. (…)

Margarita Sansone em ZOOM, Gazeta do Povo, 31.5.1982:

 

Gazeta do Povo, Curitiba, 31.5.1982.

 
 
Carlos Dantas em Jornal Objetivo, São José, 25.5 a 2.6.1982:
 

Jornal Objetivo, São José, 27.5 a 2.6.1982.

===oo0oo===

Diário do Paraná, Curitiba, 7.11.1982:

Diário do Paraná, 7.11.1982.

DESTAQUES

Hoje o último dia de “Triste Fim de Antonino”

O crítico Francisco Souto Neto classifica o monólogo “Triste fim de Antonino” (produção do Grupo Fantasia), ora em cartaz no Teatro de Bolso, e que dentro de pouco será levado ao palco do Guairinha, como um amargo delírio esquizóide existencial.

A peça é uma adaptação de “O Diário de um Louco”, de Gogol, ajustada magistralmente por Rubens Rocha Filho à realidade contemporânea brasileira. Desta forma, o personagem que sucumbe ao delírio no interior de sua cela, é o inteligente e sensível entregador de recados duma repartição pública. Ciente de sua mísera condição social, que o impede de privar da intimidade do chefe que o fascina (este simbolizando o Poder), abandona-se irreversivelmente na fantasia, assumindo a personalidade de um rei patético entre seus trapos de mendigo.

A direção de Rennê Gil é brilhante e criativa, como sói ser de discípulos de Ziembinski. Dispensando os cenários convencionais, o personagem, maltrapilho, move-se alucinadamente, numa perfeita mise-en-scène, ao redor dos seus únicos pertences: um catre, mesa e cadeira. A loucura, porém, não priva o personagem de uma aguda Weltanschauung e que é, essa abrangente visão do mundo, um mecanismo de defesa contra o status quo.

O ator Sergei D’Ávillas surpreende pela sinceridade e pelo vigor de sua interpretação correta e comovente. Integra-se ele, totalmente, à denúncia do abismo existente entre mandantes e mandados, entre reis e súditos, entre senhores e servos.

O Grupo Fantasia é amador. Contudo oferece-nos um espetáculo de nível profissional através desse Gogol que é, tanto a seu tempo quando hoje, um espetáculo obrigatório.

===oo0oo===

A revista VEJA de 1º.12.1982 anunciava a eleição de Wilson Barbosa Martins como o primeiro governador do mais novo Estado da Federação, Mato Grosso do Sul. Wilson casou-se com sua prima Nelly Barbosa Martins, filha do ex-governador de Mato Grosso (e senador da República) Vespasiano Barbosa Martins. Quando ainda namorados, Wilson e Nelly já tinham o mesmo sobrenome. Minha mãe, Edith Barbosa Souto, era prima de ambos os cônjuges: de Nelly, porque Vespasiano Barbosa Martins era irmão de sua avó (isto é, avó de Edith Barbosa Souto) que se chamava Thereza Barbosa Martins (pelo casamento, Thereza Barbosa Macedo); e era, Edith, sobrinha de Adelaide Barbosa Martins, mãe do então governador eleito, também seu primo. Quando Wilson Barbosa Martins tomou posse, em janeiro do ano seguinte (1983), eu e minha mãe fomos a Campo Grande para assistir às cerimônias.

No momento em que escrevo estes parágrafos, Wilson continua vivo, saudável e lúcido. Já nonagenário, compareceu há algumas semanas ao relançamento de um livro,em Campo Grande, sobre a família Barbosa.

A reportagem da VEJA pode ser lida abaixo.

Francisco Souto Neto

Curitiba, 19 de janeiro de 2012.

Revista VEJA de 1º.12.1982.

O equívoco do Planalto com Pedrossian

A vitória do PMDB no Mato Grosso do Sul estava irreversivelmente confirmada na quarta-feira passada: faltava apurar apenas um terço das urnas de Campo Grande e o partido já livrara uma vantagem de 15.000 votos. Só então o vencedor Wilson Barbosa Martins saiu de seu teimoso silêncio para falar como governador eleito. “Para que não passem pelo vexame de ser demitidos, aconselho os funcionários públicos fantasmas a pedir demissão antes da minha posse”, advertiu. Depois da posse, Martins promoverá amplo levantamento da situação econômica do Estado e pedirá audiência ao presidente João Figueiredo. “Sem arrogância, sem submissão”, esclareceu.

Aos 65 anos, o advogado Barbosa Martins venceu quatro das cinco eleições que disputou – e que o levaram da Prefeitura de Campo Grande, em 1952, pela UDN, à Câmara dos Deputados e à cassação de seu mandato emedebista em 1969. Só voltaria à vida pública dez anos depois, como o primeiro presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no então novo Estado do Mato Grosso do Sul. Criador de gado, fez da pecuária e da agricultura uma bandeira de sua campanha para o governo estadual em 1982: “É preciso estabelecer agroindústrias, aproveitando nossas matérias-primas e criando novas oportunidades de emprego”, diz.

Da vitória da oposição no Estado ainda não parece refeito o candidato pedessita, José Elias Moreira, virtualmente imposto ao partido pelo governador Pedro Pedrossian. (…) Pedrossian perdeu – e se transformou no maior erro de cálculo cometido pelo Planalto nestas eleições.

===oo0oo===

ADIANTE, ALGUMAS FOTOGRAFIAS TIRADAS NOS ANOS DE 1980, 1981 e 1982:

 

1980

 

No Parque Güell (Gaudí), em Barcelona (Espanha), durante o "vôo triangular" em 1980, de quase dois meses que, durante minha licença-prêmio, empreendi a vários países europeus, culminando depois em Nova York, nos Estados Unidos.

 

Em frente ao Castelo de Helsingor, na Dinamarca, onde Shakespeare se inspirou para escrever "Hamlet", Francisco Souto Neto segura a pedra como se fosse o crânio do bobo da corte, encontrado pelo herói Hamlet.

 

No alto da Torre Eiffel, filmando em Super-8 (Paris, França).

 

Placa da Rua do Souto, na cidade do Porto, Portugal.

 

Fotografo minha cunhada e meu irmão em seu apartamento de Nova York (Maria Aparecida D'Elboux Moreira Souto e Olímpio Souto).

 

Meu irmão com seus intrumentos musicais: piano e violão.

 

Francisco Souto Neto e Maria Aparecida D'Elboux Moreira Souto.

 

Minha cunhada e sua chihuahua Pipoca.

 

No Metropolitan Museum of Art, ao lado de "A Arlesiana" de Van Gogh, foto que marca o final da viagem.

 

Edith Barbosa Souto, minha mãe.

 

Eu entre minha mãe e minha tia Nêmesis. Passando sob a mesa, meu chihuahua Quincas.

 

"O mundo de Francisco Souto Neto, com Quincas Little Poncho ao ombro", desenho de Chico Lopes (Francisco Carlos Lopes).

 

Minha visita à minha tia Cecy, em São Paulo.

 

Na casa de minha tia Cecy.

 

No quintal da casa dos meus tios, em São Paulo (José Labre de França, Francisco Souto Neto, Cecy Souto de França).

 

Em São Paulo, visitando minha avó Mãe Nina.

 

Na casa de Mãe Nina, na sala de música com minha tia Jurema.

 

Minhas tias Iraty e Cecy, na casa da primeira, em São Paulo, ouvindo uma carta-gravada de meu irmão.

 

As irmãs Iraty Souto Emílio e Cecy Souto de França.

 
 

Em São Paulo, visito meus tios Mariinha e Homero.

 

Sentado num sofá com minha prima Silvana e seus pais.

 

Mariinha de Salles Souto e Silva, Francisco Souto Neto, Silvana de Salles Souto Silva.

 

Tia Mariinha me fotografa na sua magnífica sala.

 

Em Curitiba, eu e minha mãe recebemos a visita da minha prima Terezinha (Edith Barbosa Souto, Francisco Souto Neto, Terezinha Macedo).

 

Recebemos a visita de minha tia Pêdra (Izaura), e a levamos a passeio ao litoral (Souto Neto, Rubens F. Gonçalves, Edith B. Souto, Izaura Barbosa Alves).

 

A família reunida numa panorâmica do Natal de 1980.

  

1981

 

Com minha amiga, a atriz Mercedes Pilati.

Exuberante Mercedes.

Dia do embarque de minha mãe para os Estados Unidos, a passeio.

Minha mãe em Nova York, na casa do meu irmão Olímpio.

Em Nova York, passeio de minha mãe às torres gêmeas do World Trade Center.

De volta a Curitiba, minha mãe (Edith Barbosa Souto) com o chihuahua Quincas Little Poncho.

Edith Barbosa Souto e Francisco Souto Neto (segurando o chihuahua Quincas Little Poncho).

Minha mãe com o Quincas.

Rubens em Buenos Aires.

Eu no Cemitério de La Recoleta, simulando medo dos soldados de bronze.

 

1982

 

Rubens Faria Gonçalves no dia da sua formatura (Psicologia pela UFPR) entre os seus pais Dª Amélia Quintal Gonçalves e Alfredo Faria Gonçalves. À esquerda, abaixo, o garoto Bruno Faria Luup.

No dia da inauguração do Jardim Zoológico de Curitiba, o discurso do governador Ney Braga, ao lado de Jaime Lerner e Saul Raiz (Foto Francisco Souto Neto).

Logo após a inauguração do novo Jardim Zoológico de Curitiba, passeio com Jaime Lerner e sua filha pelas alamedas do zoo. À esquerda, Rubens Faria Gonçalves e Edith Barbosa Souto (Foto Francisco Souto Neto).

Discurso de Francisco Souto Neto no momento da inauguração da Rua Arary Souto em Curitiba.

Meu discurso na inauguração da Rua Arary Souto. A partir da esquerda: Jaime Lerner (semi-encoberto por Ivone Souto da Rosa), Paulo Bittencourt, Schinzel. À direita, Francisco Souto Neto discursando.

Enquanto Jaime Lerner faz o discurso pela inauguração da Rua Arary Souto, Francisco Souto Neto filma os convidados para a solenidade.

Após a inauguração oficial da Rua Arary Souto, posam para os fotógrafos: Francisco Souto Neto, Ivone Souto da Rosa, vereador Everaldo Silva, Edith Barbosa Souto, prefeito Jaime Lerner, e mais um vereador.

O vereador Everaldo Silva cumprimenta Edith Souto.

Irene, secretária do vereador Everaldo Silva, oferece flores a Edith Souto.

João José Pinto Maia e Francisco Souto Neto.

Jaime Lerner conversando com irmãs de Arary Souto, Mariinha de Salles Souto e Silva e Iraty Souto Emílio. À esquerda, ao fundo, Luiz Alberto Pinto de Carvalho e Michel Acras e senhora. E ainda: Mercedes Pilati e Sofia de Lima Almeida.

Na inauguração da Rua Arary Souto: Romilda Lange, Edith Barbosa Souto, Rubens Faria Gonçalves e Carlos Grzybowski.

Na inauguração da Rua Arary Souto em Curitiba: Romilda Lange, Graziela Pinto Maia e Edith Barbosa Souto.

Graci Trény, Edith Barbosa Souto, Ivone Souto da Rosa.

Na inauguração da Rua Arary Souto em Curitiba: Egon Kaestner, Alberto Massuda, Schinzel, Luiz Alberto Pinto de Carvalho, e Scheyla conversando com Edith Barbosa Souto.

João José Pinto Maia, Astrid Lange Batista Rosas e Ivone Souto da Rosa, na inauguração da Rua Arary Souto em Curitiba.

Na inauguração da Rua Arary Souto em Curitiba, Edith Barbosa Souto entre suas irmãs Nêmesis de Lima Coelho e Sofia de Lima Almeida.

Ivone Souto da Rosa e Marléne Sant'Anna Granville Urban.

Na inauguração da Rua Arary Souto em Curitiba, Edith Barbosa Souto recebe orquídeas de sua amiga Romilda Lange.

Em casa, após a inauguração da Rua Arary Souto, Edith Barbosa Souto arruma as rosas num vaso.

Alguns dias depois, Edith Barbosa Souto retorna à Rua Arary Souto na companhia de suas netas Dione Mara Souto da Rosa e Rossana Souto da Rosa, e Francisco Souto Neto.

No Natal de 1982, com um presépio armado no Centro Cívico, minha mãe vai pelos fundos e integra a cena...

...e depois, sou eu quem vai pelos fundos do presépio, fazendo que conta que sou uma das figuras do mesmo...

===oo0oo===

From → Sem categoria

6 Comentários
  1. graziela pinto maia permalink

    Mais uma vez: Você é fantástico!!! Não só pelo trabalho jornalístico mas pela emoção que causa em pessoas com lembranças maravilhosa. Deus abençoe sua vida! Tiamo. Grazinha

  2. Dione Mara Souto da Rosa permalink

    Oi, Padrinho
    Sempre incrível tudo que relata e da forma como relata. Essas fotos são preciosas!!

  3. Queridas Grazinha e Mara! Que bom que estas lembranças não são somente minhas, mas também de vocês. Beijos, com carinho.

  4. Marina Alves permalink

    Olá boa tarde!
    Meu nome é Marina, sou estudante de Jornalismo e estou realizando uma pesquisa sobre as primeiras mulheres a trabalharem nos jornais de Ponta Grossa, mas estou com dificuldades para encontrar nomes e informações. Você teria algum material de pesquisa para me indicar, ou mesmo para me enviar? Obrigada.

  5. Cara Marina!
    Na época do Jornal do Paraná, do qual meu pai foi diretor de redação, ainda não havia mulheres trabalhando em jornais em Ponta Grossa, pois tanto o Jornalismo, quanto o Direito e outras, eram consideradas profissões eminentemente “masculinas”. Que me lembre, foi na década de 70 que as primeiras mulheres começaram a se dedicar à profissão. Poderá ter havido outras, mas lembro-me de Neide Zanoni e Circe Maria Lejambre como pioneiras em Ponta Grossa. A Neide, além de ter coluna em jornal, também apresentava-se na televisão local, recém inaugurada. Nesta manhã falei com a Neide, que me autorizou dar a você o seu telefone. Vou enviar-lhe através de e-mail, okay? Vou também entrar em contato com a Circe, sobre este assunto. Só um detalhe que eu gostaria de saber: em que cidade você está? Então, aguarde pelo meu e-mail. Um abraço.

Trackbacks & Pingbacks

  1. Tributo a Homero Silva, pioneiro da televisão brasileira | Crônicas FRANCISCO SOUTO NETO Jornal Centro Cívico

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: